segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Caí....,mas estou pronta para lutar
quinta-feira, 11 de abril de 2013
A minha verdadeira essência...
Continuo a sentir um aperto no meu peito, algo que não consigo retirar de dentro de mim conforme eu gostaria, e o que me revolta mais é que tenho tudo o que realmente eu queria, mas tenho uma sensação estranha que secalhar não era o que realmente eu precisava, parece complicado eu sei...está difícil compreender-me, sinto-me sem vida e dá-me a sensação que consigo propagar este sentimento ás pessoas que me rodeiam...mas que raio de bicho sou eu, o que é que eu posso querer mais, se consegui alcançar os objectivos que tinha definido para mim, que vazio é este que me continua a atormentar-me e a magoar-me, é como se alguém estivesse dentro de mim e me tentasse reter-me todas as palavras, não me deixa ser a cristina que fui autrora, onde anda o meu verdadeiro eu, a minha essência?
Ou será que a Cristina que fui no passado não passava de um fantasma, serei a verdadeira agora....se assim for prefiro correr de volta para o passado ao menos todas as minhas dores estavam camufladas. De que me vale ter tudo o que eu sempre quis se depois não desfruto desses momentos, de que vale ter a pessoa que eu amo do meu lado se a posso fazer sofrer e torná-lo numa pessoa pior, de que vale tudo se no fim só consigo sentir um peso vazio dentro de mim. Pode parecer que me estou a martirizar com sentimentos, mas na realidade estou a ser completamente esmagada por emoções que não são de todo muito agradávéis.
Quero concentrar-me no que realmente devia, mas dou por mim vazia, num mundo imaginário, talvez o crie, porque ai sei que posso pensar tudo o que eu quero, mas faz-me distante, fria sem emoções.
Mudanças aconteceram e bem grandes e deu-me prazer fazê-las, mas parece que todas as sensações boas e prazerosas que sinto se confinem a um vazio mais tarde.
Está complicado, acho que nem vou tentar descrever mais o que se passa por esta cabeça e este corpo.
Se já passei por tanto, já desci lá em baixo ao fundo, e consegui ver de novo a luz será que não vou conseguir ultrapassar este vazio.... fico zangada comigo mesma. Sinto-me um lixo que não serve para nada
que não consegue passar idéias a acções. Será que o meu passado me fez assim tão mal...só queria conseguir ultrapassar este vazio e este bloqueio.
De onde terá vindo tanta frieza e este vazio, a vida moldou-me sem eu dar conta, quando dei conta já era tarde demais, mas continuo com a esperança que a vida me molde outra vez e me devolva a minha verdadeira essência.... porque eu realmente não me estou a reconhecer. E não quero que as pessoas amem esta Cristina, porque tenho consciência da pessoa que me tornei.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
De volta á vida....de volta aos sonhos
De volta á vida...de volta aos sonhos
Ainda me convenço que esta minha solidão tenha uma razão, á qual estou tentando ultrapassar, saberei daqui a algum tempo.quinta-feira, 29 de novembro de 2012
…O lado bom de ser invisível para muitos…
Cada vez mais concluo que sou muito indiferente para muitas pessoas que me rodeiam no meu dia a dia.,mas fico feliz por ser assim, já que isso tem muitas vantagens para mim, já que sou esquecida muitas vezes, mas sinceramente sinto que sou mais esquecida pelas pessoas fracas, porque as pessoas que realmente têm uma personalidade boa e que são justas, no momento da verdade compreendem-me e valorizam-me.
Nos momentos certos a máscara caí, e fica a olho nu tudo o que escondem por de trás dos seus sorrisos falsos e cínicos, e isso acontece quando menos esperam, ou então enganam-se a elas próprias pensando que realmente são pessoas honestas e verdadeiras, quando escondidos no seu mais profundo interior só há crueldade, ganância e ignorância.
Quantas vezes dou por mim a observar olhares maldosos e expressões que mostram a essência de cada um. Muitas dessas mesmas pessoas, estão comigo e percorremos todas o mesmo caminho, os mesmos objectos, devía haver entre ajuda, mas o que eu sinto é que estão sempre a querer provar algo, não sei bem o quê….talvez gostem de me mostrar que eu errei e gostam de dar a conhecer isso ás pessoas que nos avaliam e que têm mais poder no nosso meio., será para me humilharem. ou simplesmente não gostam da minha posição perante a vida.
Á vida ensinou-me a curvar perante ela, conheci a verdadeira humildade, aprendi a ter compaixão pelo próximo, engoli muitos sapos, muito amargos por sinal……e pra além de todos estes valores, há um que sem ele não teria conseguido chegar até aqui, a paciência fez de mim uma pessoa melhor, com mais sabedoria e muito mais carinhosa para com a vida.
Por isso é que eu fico muitas vezes revoltada, como é que as pessoas podem ser tão frias tão insensíveis, tão incrédulas, tão más para com o próximo. Muitas vezes acreditam e falam no que não tem qualquer conhecimento ou prova, mas preferem apontar e divulgar só para humilharem alguém ou se sentirem superior. Mas muitas vezes isso é contrariado, quando a pessoa a quem queriam prejudicar não se identifica e ignora qualquer palavra menos directa, e continua seguindo com a sua vida sem qualquer justificação perante a sociedade…..essas sim são ricas em sabedoria e bom senso….e dão muitas vezes lições a quem se julga superior.
sábado, 20 de outubro de 2012
Máscaras e mesquinhices
Cada vez que saio á rua sinto-me um pouco diferente, não no físico, mas sim nos sentimentos. Sempre fui muito observadora, talvez seja por isso que muitas pessoas não gostem de mim, porque notam que estão a ser observadas, mas não consigo mudar esta minha característica. Cada vez mais sinto que as pessoas que me rodeiam no meu dia a dia não são dignas da minha confiança ou amizade.
Eu entendo que as pessoas necessitem de máscaras, cada vez mais somos monitorizados por aparências e estereótipos que nós próprios criamos é como se fosse uma bola de neve que continua a crescer e não pára de rolar, o mundo cada vez está mais exigente, exige de nós o perfeito, não temos margem para falhas.
Mesmo no nosso lar estamos mais exigentes, no que diz respeito aos nossos filhos exigimos deles aquilo que nós nunca o fizemos, e aquilo que os nossos pais nunca nos exigiram, os testes têm que ser excelentes, porque um mero suficiente já não nos contenta, talvez não seja egoísmo nosso pedir isso aos nossos filhos? sim todos nós sabemos que presentemente quem não se esforçar não consegue nada, os próprios patrões exigem muito mais do que deviam e eles sabem disso, mas também sabem que os postos de trabalho são escassos e que os empregados se sujeitam a trabalhos precários e de baixos ordenados. Poucos são aqueles que vão pra rua protestar Portugal devia ser eleito o país mais pacifico do mundo já que vivemos de máscaras e mesquinhices, as pessoas utilizam máscaras muitas vezes para esconder o sofrimento com que vivem diáriamente, para se parecerem com todos os estereótipos que este mundo criou.
A solidariedade e a compaixão são valores em via de extinção e o bom senso está a desaparecer infelizmente.
Eu vou tentando preservar esses valores….mas acho que já ninguém vá valor a esses sentimentos pelo contrário acho que começam a dar mais importância á inveja, á ganância e á frieza das palavras….
Temos de andar de cara limpa, consciência tranquila, pois assim refletiremos como um espelho.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
A paisagem
Mafalda era uma menina de olhos claros, pele muito branca e cabelo louro, morava numa casa muito modesta com sua mãe e seus imãos ela era a mais velha de cinco rapazes, seu pai há muito que tinha falecera.
Mafalda todos os dias acordava e ajudava sua mãe a preparar os seus irmão para irem á escola. Sua mãe era muito baixa, tão baixa que nem conseguia pentear João o seu filho cassula, ela bem tentava esticar-se, mas a Mafalda sempre atenta dizia-lhe “Oh mãe todos os dias tentas pentear o João, não vês que ele todos os dias cresce mais um pouco e a Mãezinha está sempre igual!” a mãe sorria um pouco envergonhada, mas esticava sempre a mão para dar o pente a Mafalda.
Depois dos irmãos sairem para a escola Mafalda fazia as lides de casa, arrumava os quartos, a cozinha e depois de tudo arrumadinho subia as escadas apressada para o seu quarto, ao fundo do quarto uma tela sobressaía ao lado da janela, Mafalda sentava-se num banquinho e olhava fixamente a tela, a tela estava branca nem uma pinga de tinta a salpicava, Mafalda há muito que tentava pintar uma paisagem, mas ainda não tinha sequer pegado num pincel, Mafalda interrogava-se se seria da vista que a sua janela lhe oferecia, a sua casa era única por aquelas bandas, a terra virgem saltava á vista e uns pontos verdes das oliveiras, a típica paisagem alentejana.
Mafalda atirou os pincéis ao chão chateada por não ter inspiração….e pensou “ah se eu vivesse há beira mar de certeza que eu pintaria a mais linda tela de sempre ou numa cidade cheia de arranha céus pintava quantos prédios eu visse…que tristeza murmurou ela.
Sua mãe já a tinha observado algumas vezes olhando a tela á espera que alguma idéia lhe caísse do céu, dirigiu-se a Mafalda e perguntou-lhe “então filha já sabes o que vais pintar?”
Mafalda olhou para a janela e resmungou o que queres que eu pinta se só vejo terra e oliveiras?
A mãe riu-se baixinho, meteu-lhe a mão sobre o ombro e disse” Mafalda não são apenas oliveiras e terra, olha para o céu e vê o lindo céu azul que cobre as lindas oliveiras e repara como elas abanam ao sabor do vento, e a terra como sobressai com as verdejantes oliveiras….olha atentamente há muito mais para ver, tens que ver além do óbvio, as coisas mais lindas escondem-se atrás das que todos os dias observamos…Mafalda olhou de novo para a paisagem e ela conseguiu ver toda a beleza da paisagem alentejana, a mesma que todos os dias, mas vista com um olhar diferente.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Ouvir com atenção...
Uma das dificuldades, no inter-relacionamento pessoal, é constituída pela
falta de cuidado nas conversações.
As criaturas, dominadas pelos conflitos, perdem, a pouco e pouco, a
habilidade para bem ouvir.
Todos desejam falar, atropeladamente, impondo ideias, discutindo temas não
pensados, oferecendo informações sem substância, num afã de apresentar-se,
de dominar a situação, de tornar-se o centro de interesse geral.
Os resultados são os desastres nas relações humanas.
Surgem, então, técnicas que preparam o homem para relacionar-se com o seu
próximo; contudo, se ele não se capacita ao esforço de ouvir com
serenidade, malogram as belas formulações.
Ouvir é uma arte como outra qualquer que exige interesse e propõe cuidados.
Pode-se ouvir, indiscriminadamente, ruídos, tumultos, sem assimilação de
conteúdo.
Os sons ferem os tímpanos, todavia a arte de ouvir as conversas impõe o
respeito por quem está falando.
Sem consideração pelo interlocutor, quaisquer assuntos perdem a
importância, quando não geram polêmicas inúteis, desagradáveis.
Ouve, sem tensão; mas, com atenção.
Abre-te à conversação sincera, deixando que o outro fale, sem interrupção.
Quando chegar a tua vez, sê conciso, claro e cortês.
A palavra que abençoa, também pode ferir. Sê, pois, zeloso.
Procura ouvir sem preconceito; porém, com respeito.
O que ouças, deve ser digerido, a fim de bem assimilado.
Evita ouvir, discutindo mentalmente, recusando-te, julgando, protestando.
Dominado pelo emocional, perderás o melhor da palavra, confundindo o
raciocínio.
Ouve, desse modo, sem ansiedade, sem rebeldia interior.
Quando não entendas o pensamento, pede para que seja repetido; se te não
surge clara a idéia, propõe esclarecimento.
O homem fala para melhor entender o seu próximo. Ouvindo-o com equilíbrio,
pode dirimir os equívocos e aprender tudo quanto esteja ao alcance.
Convidado a ouvir, despe-te dos "pontos de vista" a que te entregas, a fim
de poderes absorver o conteúdo dos pensamentos que te sejam apresentados.
Lentamente perceberás que, ouvindo, redescobrirás mil melodias, palavras e
mensagens a que já não davas importância, perdidas no tumulto do que
eliminaste por automatismo, deixando de as escutar.
Quem ouve bem, aprende, entesoura e renova-se, sabendo selecionar o que lhe
é útil, daquilo que deve ser racionalmente dispensado.
Ouve, portanto, sem perturbação, a fim de lograres precisão.
