De volta á vida...de volta aos sonhos
Ainda me convenço que esta minha solidão tenha uma razão, á qual estou tentando ultrapassar, saberei daqui a algum tempo.Um blog de uma mulher que quer ser feliz!
Ainda me convenço que esta minha solidão tenha uma razão, á qual estou tentando ultrapassar, saberei daqui a algum tempo.
Cada vez mais concluo que sou muito indiferente para muitas pessoas que me rodeiam no meu dia a dia.,mas fico feliz por ser assim, já que isso tem muitas vantagens para mim, já que sou esquecida muitas vezes, mas sinceramente sinto que sou mais esquecida pelas pessoas fracas, porque as pessoas que realmente têm uma personalidade boa e que são justas, no momento da verdade compreendem-me e valorizam-me.
Nos momentos certos a máscara caí, e fica a olho nu tudo o que escondem por de trás dos seus sorrisos falsos e cínicos, e isso acontece quando menos esperam, ou então enganam-se a elas próprias pensando que realmente são pessoas honestas e verdadeiras, quando escondidos no seu mais profundo interior só há crueldade, ganância e ignorância.
Quantas vezes dou por mim a observar olhares maldosos e expressões que mostram a essência de cada um. Muitas dessas mesmas pessoas, estão comigo e percorremos todas o mesmo caminho, os mesmos objectos, devía haver entre ajuda, mas o que eu sinto é que estão sempre a querer provar algo, não sei bem o quê….talvez gostem de me mostrar que eu errei e gostam de dar a conhecer isso ás pessoas que nos avaliam e que têm mais poder no nosso meio., será para me humilharem. ou simplesmente não gostam da minha posição perante a vida.
Á vida ensinou-me a curvar perante ela, conheci a verdadeira humildade, aprendi a ter compaixão pelo próximo, engoli muitos sapos, muito amargos por sinal……e pra além de todos estes valores, há um que sem ele não teria conseguido chegar até aqui, a paciência fez de mim uma pessoa melhor, com mais sabedoria e muito mais carinhosa para com a vida.
Por isso é que eu fico muitas vezes revoltada, como é que as pessoas podem ser tão frias tão insensíveis, tão incrédulas, tão más para com o próximo. Muitas vezes acreditam e falam no que não tem qualquer conhecimento ou prova, mas preferem apontar e divulgar só para humilharem alguém ou se sentirem superior. Mas muitas vezes isso é contrariado, quando a pessoa a quem queriam prejudicar não se identifica e ignora qualquer palavra menos directa, e continua seguindo com a sua vida sem qualquer justificação perante a sociedade…..essas sim são ricas em sabedoria e bom senso….e dão muitas vezes lições a quem se julga superior.
Cada vez que saio á rua sinto-me um pouco diferente, não no físico, mas sim nos sentimentos. Sempre fui muito observadora, talvez seja por isso que muitas pessoas não gostem de mim, porque notam que estão a ser observadas, mas não consigo mudar esta minha característica. Cada vez mais sinto que as pessoas que me rodeiam no meu dia a dia não são dignas da minha confiança ou amizade.
Eu entendo que as pessoas necessitem de máscaras, cada vez mais somos monitorizados por aparências e estereótipos que nós próprios criamos é como se fosse uma bola de neve que continua a crescer e não pára de rolar, o mundo cada vez está mais exigente, exige de nós o perfeito, não temos margem para falhas.
Mesmo no nosso lar estamos mais exigentes, no que diz respeito aos nossos filhos exigimos deles aquilo que nós nunca o fizemos, e aquilo que os nossos pais nunca nos exigiram, os testes têm que ser excelentes, porque um mero suficiente já não nos contenta, talvez não seja egoísmo nosso pedir isso aos nossos filhos? sim todos nós sabemos que presentemente quem não se esforçar não consegue nada, os próprios patrões exigem muito mais do que deviam e eles sabem disso, mas também sabem que os postos de trabalho são escassos e que os empregados se sujeitam a trabalhos precários e de baixos ordenados. Poucos são aqueles que vão pra rua protestar Portugal devia ser eleito o país mais pacifico do mundo já que vivemos de máscaras e mesquinhices, as pessoas utilizam máscaras muitas vezes para esconder o sofrimento com que vivem diáriamente, para se parecerem com todos os estereótipos que este mundo criou.
A solidariedade e a compaixão são valores em via de extinção e o bom senso está a desaparecer infelizmente.
Eu vou tentando preservar esses valores….mas acho que já ninguém vá valor a esses sentimentos pelo contrário acho que começam a dar mais importância á inveja, á ganância e á frieza das palavras….
Temos de andar de cara limpa, consciência tranquila, pois assim refletiremos como um espelho.
Mafalda era uma menina de olhos claros, pele muito branca e cabelo louro, morava numa casa muito modesta com sua mãe e seus imãos ela era a mais velha de cinco rapazes, seu pai há muito que tinha falecera.
Mafalda todos os dias acordava e ajudava sua mãe a preparar os seus irmão para irem á escola. Sua mãe era muito baixa, tão baixa que nem conseguia pentear João o seu filho cassula, ela bem tentava esticar-se, mas a Mafalda sempre atenta dizia-lhe “Oh mãe todos os dias tentas pentear o João, não vês que ele todos os dias cresce mais um pouco e a Mãezinha está sempre igual!” a mãe sorria um pouco envergonhada, mas esticava sempre a mão para dar o pente a Mafalda.
Depois dos irmãos sairem para a escola Mafalda fazia as lides de casa, arrumava os quartos, a cozinha e depois de tudo arrumadinho subia as escadas apressada para o seu quarto, ao fundo do quarto uma tela sobressaía ao lado da janela, Mafalda sentava-se num banquinho e olhava fixamente a tela, a tela estava branca nem uma pinga de tinta a salpicava, Mafalda há muito que tentava pintar uma paisagem, mas ainda não tinha sequer pegado num pincel, Mafalda interrogava-se se seria da vista que a sua janela lhe oferecia, a sua casa era única por aquelas bandas, a terra virgem saltava á vista e uns pontos verdes das oliveiras, a típica paisagem alentejana.
Mafalda atirou os pincéis ao chão chateada por não ter inspiração….e pensou “ah se eu vivesse há beira mar de certeza que eu pintaria a mais linda tela de sempre ou numa cidade cheia de arranha céus pintava quantos prédios eu visse…que tristeza murmurou ela.
Sua mãe já a tinha observado algumas vezes olhando a tela á espera que alguma idéia lhe caísse do céu, dirigiu-se a Mafalda e perguntou-lhe “então filha já sabes o que vais pintar?”
Mafalda olhou para a janela e resmungou o que queres que eu pinta se só vejo terra e oliveiras?
A mãe riu-se baixinho, meteu-lhe a mão sobre o ombro e disse” Mafalda não são apenas oliveiras e terra, olha para o céu e vê o lindo céu azul que cobre as lindas oliveiras e repara como elas abanam ao sabor do vento, e a terra como sobressai com as verdejantes oliveiras….olha atentamente há muito mais para ver, tens que ver além do óbvio, as coisas mais lindas escondem-se atrás das que todos os dias observamos…Mafalda olhou de novo para a paisagem e ela conseguiu ver toda a beleza da paisagem alentejana, a mesma que todos os dias, mas vista com um olhar diferente.

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